Com as pesquisas apontando para uma tênue liderança de seus aliados nas eleições realizadas na segunda-feira, a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, fez um apelo ontem à população do país por união nacional. ‘‘Vamos nos unir novamente. É tempo de união’’, disse a presidente, um dia depois que as urnas mostraram uma divisão de poder entre ela e o encarcerado ex-presidente Joseph Estrada. Pesquisas divulgadas ontem mostram que os candidatos aliados a Arroyo poderão vencer oito das 13 principais cadeiras do Senado, com quatro ficando nas mãos da oposição e uma para um candidato independente. Mas entre os novos senadores da oposição, segundo o levantamento, que tem uma margem de erro de 1,5 ponto percentual, deverão estar incluídos a mulher de Estrada, Loi Ejercito, e dois candidatos acusados por Arroyo de planejar um golpe contra ela.
A situação no país continua tensa, principalmente devido à morosidade com que são apurados os votos do pleito de segunda-feira. Não há equipamentos modernos, e o escrutínio é feito manualmente. As informações mais otimistas indicam que a apuração só deve terminar em duas semanas. O temor é que ocorram novas manifestações, exacerbadas pela incerteza e estimuladas pelos partidários do ex-presidente Joseph Estrada que continua preso, respondendo a uma série de processos por corrupção.
A polícia e o Exército filipinos estão de prontidão, para evitar conflitos.

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