Dili - O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, e o primeiro-ministro Mari Alkatiri estão disputando uma dura queda-de-braço pelo poder e ontem levaram milhares de manifestantes às ruas de Dili.
Gusmão anunciou na quinta-feira sua intenção de renunciar se o primeiro-ministro não deixar seu cargo porque o considera responsável pela violência e o caos dos últimos dias nesse pequeno país asiático.
O presidente declarou na quarta-feira ter perdido sua confiança em Alkatiti depois de saber que ele teria mandado assassinar alguns de seus adversários políticos.
Em resposta, o povo da capital timorense saiu às ruas em apoio a Gusmão, um ex-guerrilheiro separatista muito respeitado. Os manifestantes chegaram a Dili em caminhões e ônibus e se juntaram as cerca de 700 pessoas que dormiram na noite passada em frente ao palácio de governo, exigindo a saída de Alkatiri. ''O presidente não deve renunciar'', afirmou Agosto Junio, um dos organizadores da manifestação.
Além disso, os manifestantes distribuíram panfletos dizendo que o premier é um ''terrorista, um criminoso''. Eles gritavam em frente ao palácio de governo, xingando de ''oportunistas'' os membros do Fretilin, o partido no poder liderado por Alkatiri, que estavam chegando ao local ontem. Alkatiri disse na quinta-feira que não pedirá sua demissão, para não agravar ainda mais a situação.

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