Associated Press
A presidente do Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga, que sobreviveu a um atentado ocorrido sábado, em Colombo, a capital do país, depois de participar de um comício eleitoral, pediu calma à população ontem. Em dois atentados suicidas, 22 pessoas morreram e 150 ficaram feridas. A presidente foi operada para remover estilhaços de seu olho direito.
Chandrika Kumaratunga, ficou ferida quando uma bomba explodiu durante um comício eleitoral. A explosão aconteceu a poucos metros do local onde Kumaratunga discursara. Ela foi levada para um hospital, mas não corre risco de vida.
A polícia isolou rapidamente a área e se recusou a falar com os jornalistas. Sábado foi o último dia de campanha para as eleições presidenciais de amanhã.
Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado até o momento, mas as suspeitas recaem sobre os rebeldes tamis, que lutam pela criação de um estado independente na região nordeste do país.
A campanha eleitoral foi frequentemente marcada por incidentes sangrentos, que ressaltaram a persistência do levante civil que dura mais de uma década.
A violência atingiu também o líder de oposição Ranil Wickremesinghe, principal adversário da presidente, alvo de uma fracassada tentativa de assassinato.
Kumaratunga, candidata da Aliança Popular, concorre ao segundo mandato consecutivo. Além de Wickremesinghe, do Partido Nacional Unido, há mais 11 candidatos a presidente.
Praticamente ao mesmo tempo em que ocorria o atentado contra a presidente, outra bomba explodiu em um comício da oposição, em um subúrbio de Colombo, deixando pelo menos 11 mortos.

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