O presidente do Paraguai, Luis González Macchi, acusou a existência de ‘‘planos para dar um golpe’’ contra seu governo, e atribuiu a tentativa de desestabilização a membros de seu partido, o Colorado, e do opositor Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).
Segundo o mandatário, ‘‘sempre’’ houve planos de golpe, ‘‘mas todos fracassaram’’. A denúncia foi feita anteontem, em uma entrevista à imprensa convocada pelo presidente para informar a respeito de uma viagem por ele realizada à Espanha e à Alemanha em busca de investimentos.
O governante acrescentou, porém, ter sido informado pelo comandante das Forças Armadas, vice-almirante Miguel Angel Candia, de que tudo está tranquilo no setor militar.
Para González Macchi, ‘‘a desestabilização do meu governo pode ocorrer apenas através das Forças Armadas e da Câmara dos Deputados que, eventualmente, poderia tentar fazer meu julgamento político.’’
Pelas tentativas de desestabilização, o mandatário acusou ‘‘alguns membros do PLRA (principal partido da oposição) e alguns outros do meu partido, o Colorado’’.
Na semana passada, uma aliança de deputados colorados, mas simpatizantes do projeto eleitoral do ex-golpista Lino César Oviedo, com deputados liberais seguidores do atual vice-presidente Julio César Franco mencionou um possível pedido de julgamento político do atual presidente em função da grave crise econômica da qual o Paraguai não consegue sair desde 1995.

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