Assunção O presidente do Paraguai, Luis González Macchi, cujo julgamento político começará no dia 23, poderá ser cassado a partir de 7 de fevereiro, segundo o programa adotado ontem. O programa, aprovado pelo Senado, que ontem apreciou as acusações contra Macchi por mau desempenho das funções e atos de corrupção, votadas em 5 de dezembro pelos deputados, estabeleceu um cronograma com datas de acusação, defesa e alegações, fixando o dia 7 de fevereiro como data para a sessão extraordinária de julgamento.
''Esse prazo só poderá ser dilatado se os senadores, como tribunal, solicitarem mais alguma prova'', informou o senador liberal Gonzalo Quintana, que acrescentou: ''É provável que já exista uma decisão antes do final da primeira semana de fevereiro''.
O presidente do Congresso, Juan Carlos Galaverna, disse que ''da maneira como estão as coisas, adotaremos uma decisão, no máximo, no dia 10 de fevereiro''.
Galaverna lembrou que ''são necessários 30 votos maioria absoluta de dois terços no Senado para a cassação do presidente com uma resolução que não possibilite apelações''.
A eventual cassação de mandato do presidente Macchi pode complicar ainda mais o quadro político nacional.

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