Presidente do Irã diz que Holocausto é mito
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo- Provocando renovadas críticas internacionais, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse ontem que o Holocausto é um mito, uma mentira criada para justificar a criação do Estado de Israel, o qual os iranianos têm obrigação religiosa de confrontar. A declaração foi feita no dia em que o Irã marca o Dia de Jerusalém, marcha anual pró-palestinos que, este ano, levou opositores de Ahmadinejad às ruas para protestar contra o governo.
O pretexto (Holocausto) para a criação do regime sionista [como se refere a Israel] é falso. É uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada, disse Ahmadinejad aos apoiadores que ouviam seu discurso na Universidade de Teerã. Confrontar o regime sionista é um dever nacional e religioso, completou.
Desde que chegou ao poder pela primeira vez, Ahmadinejad provocou condenação internacional por dizer que o Holocausto é uma mentira e que Israel é um tumor no Oriente Médio. Seu governo chegou a realizar uma conferência em 2006 para questionar o fato dos nazistas de Hitler terem usado câmaras de gás para matar 6 milhões de judeus na Segunda Guerra (1939-1945) -um fato considerado verídico pela maioria dos historiadores.
Os críticos de Ahmadinejad dizem que o tom de seus discursos ajudou a isolar o Irã e as novas declarações devem prejudicar os esforços renovados da comunidade internacional por um diálogo de desnuclearização. O próprio governo iraniano ofereceu uma nova proposta de diálogo nuclear, mas rejeita incluir seu próprio programa nuclear no debate. O país deve se reunir com as potências globais em 1º de outubro.


