Presidente do grupo Fiat morre e deixa empresa órfã
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sexta-feira, 28 de maio de 2004
France Presse 
Milão - A morte do presidente da Fiat, Umberto Agnelli, deixa órfão o maior grupo industrial da Itália, em um momento crucial de sua história, marcado por um novo programa de reestruturação e pela injeção de capitais através de importantes operações financeiras.
A chegada de Umberto Agnelli à presidência da Fiat há 15 meses, em fevereiro de 2003 aos 68 anos de idade, poucos dias depois da morte de seu irmão mais velho, Giovanni, dono e senhor por quase meio século da célebre fábrica de automóveis, não foi fácil.
O grupo atravessava a maior crise financeira e industrial de sua centenária história, os apuros econômicos eram enormes, a rentabilidade mínima. Em pouco tempo, graças à ajuda de especialistas como Giuseppe Morchio, ex-diretor da Pirelli, designado número dois do grupo, Umberto Agnelli iniciou uma mudança radical, detendo a estratégia de diversificação desenvolvida na década anterior e concentrando-se em sua atividade original de fabricar automóveis.
O último homem do clã Agnelli, que faleceu na noite da quinta-feira em consequência de um câncer em sua casa nos arredores de Turim (norte da Itália), completaria 70 anos no dia 1º de novembro próximo.
A ação da Fiat reagiu com um aumento à morte de Agnelli na Bolsa de Valores de Milão, onde subia 1,27% a 5,74 euros. Os funerais serão realizados de forma privada hoje em Villar Perosa, perto de Turim, enquanto em todas as instalações da Fiat foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem ao último Agnelli.


