Presidente do BC argentino renuncia
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Folhapress 
São Paulo - O kirchnerista Alejandro Vanoli renunciou ontem ao comando do Banco Central argentino. A decisão é anunciada um dia antes da posse do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri. A saída de Vanoli era uma das condições que a equipe econômica de Macri colocava para poder conseguir eliminar as restrições à venda de moeda estrangeira. O cargo foi entregue à atual mandatária, Cristina Kirchner.
"Tenho a honra de dirigir-me à senhora para colocar à disposição meu cargo de presidente do Banco Central. Minha decisão é clara e irrevogável", disse, em carta a Cristina. "Acho que seria oportuno analisar a pertinência de uma modificação normativa para que coincida o início e o final do mandato do presidente do Banco Central com o do presidente da República." O peronista havia assumido o cargo em outubro de 2014. A duração de seu mandato gerou controvérsia - Vanoli dizia que ficaria no cargo até 2019, quando analistas consideravam que seu período terminaria em setembro de 2016. Agora, quem assume a instituição é o economista Federico Sturzenegger, ex-presidente do Banco Ciudad, pertencente ao governo da cidade de Buenos Aires, governada por Mauricio Macri desde 2007.
Segundo o jornal "La Nación", os dois se reuniram ontem para acertar detalhes da transição no cargo.
No começo da semana, o futuro secretário de Finanças, Luis Caputo, esteve em Nova York e se reuniu com Daniel Pollack, o mediador designado pelo juiz americano Thomas Griesa para tratar da dívida com os credores estrangeiros que venceram disputa com o governo de Cristina Kirchner na Justiça americana em 2014. Em nota enviada à imprensa, Pollack afirmou que o encontro teve caráter "introdutório" e disse que também se reuniu na última semana com representantes dos credores, os chamados "fundos abutres", que, segundo o mediador, tem até US$ 10 bilhões em ações contra a Argentina.


