Berlim - O presidente ugandense, Yoweri Museveni, chamou ontem o aquecimento global de uma forma de agressão externa contra a África, uma vez que o impacto do fenômeno se faz sentir mais intensamente no continente negro do que em qualquer outro lugar.
''A África costumava sofrer agressões externas no passado e a última forma de agressão é a mudança climática'', disse Museveni, após conversações, em Berlim, com a chanceler alemã, Angela Merkel.
''Nosso clima é muito quente, portanto se ficar ainda mais quente, sofreremos mais. No entanto, os que emitem estes gases-estufa não somos nós, mas outros'', acrescentou o líder ugandense.
Museveni saudou os esforços de Merkel em fazer os líderes do G8 alcançarem metas de longo prazo para cortar as emissões de gases-estufa e disse que discutiu medidas de eficiência energética com a chanceler alemã.
Merkel obteve um compromisso do Grupo dos Oito (os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia) na cúpula do bloco, celebrada na semana passada, na Alemanha, de se submeter à meta não especificada de cortes ''substanciais'' nas emissões de gases-estufa e disse que os países ''considerariam seriamente'' reduzir à metade as emissões destes gases com base nos níveis de 1990 até 2050.
Os grandes países emergentes - Brasil, China, Índia, México e África do Sul - indicaram depois de um encontro às margens da cúpula do G8 que o mundo desenvolvido precisa assumir a responsabilidade principal por reduzir a contaminação responsável pela emissão destes gases.

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