Associated Press
De Jerusalém
O procurador-geral de Israel, Eliakim Rubinstein, determinou nesta quinta-feira que a polícia abra um inquérito criminal contra o presidente Eizer Weizman, acusado de aceitar ilegalmente grandes somas de um milionário francês.
Nenhum dos seis antecessores de Weizman no cargo – basicamente cerimonial – foi alvo de investigação similar.
‘‘Inequivocamente, o presidente é inocente’’, reagiu o advogado de Weizman, Yaakov Weinroth, durante uma apaixonada entrevista coletiva transmitida ao vivo pela tevê israelense. ‘‘O presidente não pretende renunciar.’’
Weizman, de 75 anos, já reconheceu que, como deputado e ministro entre 1988 e 1993, recebeu presentes ou doações em dinheiro no valor total de pelo menos US$ 200 mil de seu amigo Edouard Saroussi.
O presidente, um rabugento ex-piloto de caça transformado em pacificador, tem prometido lutar para limpar seu nome, dizendo que não tinha obrigação legal de relatar o recebimento do dinheiro.
‘‘Esta é uma hora difícil para todos nós, e especialmente para aqueles de nós que conhecem o presidente e apreciam sua enorme contribuição ao Estado’’, afirmou o primeiro-ministro Ehud Barak numa nota.
‘‘Estou convencido de que o presidente saberá como agir à luz da investigação e de acordo com suas descobertas.’’
O ministro da Justiça, Yossi Beilin, aconselhou Weizman a ‘‘tirar uma folga’’ de seu cargo enquanto durar a investigação. Mas o procurador-geral Rubinstein ressaltou que, no estágio atual, nada obriga o presidente a afastar-se do cargo.

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