Presidente da UA pede sólida ajuda à África
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segunda-feira, 04 de julho de 2005
Folhapress 
São Paulo - O presidente da União Africana (UA), Olusegun Obasanjo, pediu ontem aos países ricos que enviem ao continente ''sólida'' ajuda financeira, dizendo que a África está deixando o passado de golpes militares e seguindo em direção à boa governança.
Alguns dos comentários de Obasanjo vão contra as declarações de Muammar Gaddafi, líder da Líbia, país anfitrião do encontro da UA, que disse que a África deveria recusar ajudas condicionais de países ricos. Gaddafi afirmou aos líderes africanos que a solução para os problemas do continente seria que os vários países fossem agregados em uma só nação, e não a ajuda do Ocidente.
''Pedir ajuda não irá garantir o futuro da África, pelo contrário, criará um abismo ainda maior entre os grandes e os pequenos'', disse. Mas, segundo diplomatas, Obasanjo é considerado a principal influência no teor da mensagem que os líderes africanos irão mandar aos membros do G-8, a respeito da reversão do quadro de pobreza, conflitos e doença do continente de 800 milhões de habitantes.
Presidente da Nigéria país mais populoso da África Obasanjo disse esperar que o G-8 prolongue o recente cancelamento das dívidas de 14 países africanos. ''Agora não é hora de falar, mas de agir de maneira organizada'', disse o líder nigeriano.
Como em todas as reuniões do grupo, a UA apontou os conflitos internos como uma grande barreira para o crescimento dos países da África-que já sofreram 186 golpes de Estado e 26 conflitos de maiores proporções nos últimos 50 anos. Mais de 40% dos africanos vivem com menos de US$ 1 por dia, 200 millhões sofrem por falta de comida e mais de 2 milhões morrem todos os anos infectados pelo vírus da Aids.


