Presidente da Libéria aceita asilo na Nigéria
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domingo, 06 de julho de 2003
Agência Folha 
São Paulo O presidente da Libéria, Charles Taylor, aceitou ontem o asilo oferecido pela Nigéria. O anúncio foi feito ao lado do presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo.
''Taylor pode vir quando quiser'', disse Obasanjo. Taylor recusou-se a usar a palavra ''exílio'' para definir sua saída da Libéria. Segundo ele, uma data não foi determinada pois precisa tomar ''ações necessárias'' antes de sua partida ''para evitar o caos'', disse.
Desde junho, o presidente da Libéria responde em uma corte da ONU por tráfico de diamantes e treinamento de rebeldes em Serra Leoa, que teriam matado, torturado e sequestrado milhares de civis no país.
Em 1989, ele liderou uma revolta popular contra o ditador liberiano Samuel Doe, que durou sete anos e causou a morte de 200 mil pessoas. Sua facção saiu vitoriosa da guerra civil e, em 1997, ele foi eleito presidente os demais candidatos afirmam que a votação foi fraudada.
Em 2000, um grupo oposicionista, os Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd), deram início a uma revolta popular contra Taylor. Milhares morrem anualmente desde então, na guerra ou vítimas de doenças. O grupo e aliados dominam hoje 60% do país.
Um cessar-fogo foi assinado no dia 17 de junho, mas a violência continuou. A pressão internacional pela saída de Taylor do poder ganhou força no mês passado, após um ataque rebelde a Moróvia terminar com 700 mortos.


