WASHINGTON - O presidente da Guiana, Cheddi Jagan, um ex-marxista convertido à tese do livre mercado, morreu ontem aos 78 anos, em Washington, no hospital militar norte-americano Walter Reed, devido a problemas cardíacos.
‘‘O presidente morreu esta noite, após complicações sofridas durante uma angioplastia’’, informou o porta-voz da embaixada da Guiana nos Estados Unidos.
Jagan havia sido primeiro-ministro de 1957 a 1964, durante o período anterior à independência da Guiana, ex-colônia britânica, em 1966.
Ele voltou ao poder como Presidente quase trinta anos depois, em 1992, ano em que venceu as primeiras eleições democráticas realizadas neste pequeno país, situado no litoral norte-oriental da América do Sul.
O presidente norte-americano Bill Clinton expressou ‘‘profundo pesar’’ em Lansing (Michigan), ao saber da morte de Jagan.
O presidente Jagan ‘‘era um respeitado estadista em nosso hemisfério de democracias’’, disse Clinton, acrescentando que recordava quando o conheceu pessoalmente durante a reunião de cúpula das Américas, celebrada em Miami em dezembro de 1994.
‘‘Era um defensor dos pobres, dedicado a combater a pobreza em seu país e na região do Caribe’’, acrescentou Clinton, ao destacar que Jagan ‘‘desempenhou um papel ativo na vida política de seu país durante mais de 45 anos’’.

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