Presidente da Gâmbia ameaça cortar cabeça dos gays
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de maio de 2008
France Presse 
Banjul - O excêntrico presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, cujas recentes declarações de que encontrou a cura da Aids foram recebidas com descaso, voltou-se agora contra os homossexuais, assegurando que os matará, se não deixarem o país. ''Gâmbia é um país de crentes, as práticas pecaminosas e imorais como a homossexualidade não serão toleradas neste país'', disse o presidente em um comício no dia 15 de maio.
Jammeh afirmou que vai ''cortar a cabeça'' de qualquer homossexual apanhado em Gâmbia. A campanha contra o homossexualismo continuou nos veículos de comunicação próximos ao governo, inclusive com um forte editorial do jornal ''Daily Observer''. ''Dissemos antes e vamos dizer outra vez. Esse é um país muçulmano e cristão. Tanto o Corão como a Bíblia condenam a homossexualidade, pura e simplesmente'', dizia o artigo publicado em 19 de maio.
Ontem, um representante do grupo britânico de defesa dos homossexuais Outrage disse que as declarações do líder gambiano não o surpreendem. ''Jammeh tem um longo histórico homofóbico'', comentou o porta-voz Peter Tatchell. ''Se tentar levar adiante essas ameaças, os doadores internacionais retirariam seu apoio, e os turistas deixariam de ir ao país, prejudicando a economia gambiana'', acrescentou. O turismo é essencial para a economia do país do oeste da África, que carece de recursos naturais.


