Roma - O presidente da Comissão Européia, o italiano Romano Prodi, afirmou ontem que os atentados em Madri demonstram que as intervenções militares não são eficazes para conter o terrorismo. ''Está claro que o conflito com os terroristas não pode ser resolvido apenas com a força. Lembremos que o início da guerra no Iraque vai completar um ano'', afirmou Prodi em entrevista publicada no jornal italiano La Stampa.
''O balanço é negativo. É negativo no Iraque e fora do Iraque: Istambul, Moscou, Madri... O terrorismo, que deveria ter sido bloqueado com esta guerra, é infinitamente mais poderoso agora do que há um ano'', disse o presidente da Comissão Européia.
Para o dirigente europeu, o atentado cometido em Madri obriga os países europeus a adotarem ''uma ação comum, a estabelecer estratégias e modalidades para reagir''. ''Agora, de Madri vem o pedido explícito de proteção e segurança para a Europa. Devemos dar a maior contribuição para superar os medos dos cidadãos'', afirmou.
''Não podemos aceitar o convívio com o medo. É preciso criar um instrumento político capaz de acabar com as ameaças'', acrescentou. Prodi analisou o fenômeno do terrorismo e sugeriu novos princípios dentro da UE para combatê-lo. ''As instituições precisam ser reforçadas. Já estamos discutindo a criação da figura de um comissário europeu para o terrorismo'', explicou.

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