Presidente da Câmara dos EUA discorda de Trump sobre tortura
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Folhapress 
São Paulo - O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Paul Ryan, afirmou nesta quinta-feira (26) que a prática de tortura é ilegal e defendeu que assim permaneça. A declaração de Ryan, membro do Partido Republicano, contradiz a afirmação feita na véspera pelo presidente do país, Donald Trump. O mandatário disse que "devemos combater fogo contra fogo", defendendo o uso de práticas de interrogatório como o afogamento no combate ao terrorismo.
Segundo a imprensa americana, Trump pretende assinar em breve um decreto que pode levar à revisão de técnicas de interrogatório banidas no mandato do antecessor, o democrata Barack Obama, e à reabertura de prisões secretas da CIA, fechadas também no governo anterior.
Apesar da divergência com relação à tortura, Ryan expressou apoio à administração Trump e disse querer ver um presidente comprometido com suas pautas. Desde a posse de Trump, na última sexta-feira (20), o Partido Republicano controla a Presidência e as duas casas do Congresso dos EUA.
Ryan afirmou que pretende trabalhar junto a Trump para cortar impostos e derrubar a Lei de Saúde Acessível, implementada na administração Obama. O Congresso já deu início ao desmonte da lei, conhecida como Obamacare. Além disso, o congressista expressou apoio à ideia de Trump de iniciar uma investigação sobre fraudes eleitorais - apesar de ter vencido a disputa pela Casa Branca no colégio eleitoral, o magnata nova-iorquino repete alegações de que perdeu no voto popular para sua rival, Hillary Clinton, devido a irregularidades.


