Presidente da Câmara britânica renuncia
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - A crise que vive o Parlamento britânico por denúncias de gastos irregulares de verbas extrassalariais e auxílios-moradia por seus integrantes provocou ontem a renúncia do presidente da Câmara dos Comuns.
Também houve reação do primeiro-ministro, Gordon Brown, que anunciou um projeto de reforma no controle de gastos dos parlamentares.
Presidente da câmara baixa -centro do poder no Reino Unido-, o trabalhista Michael Martin, não se envolveu com nenhuma das acusações de uso antiético do auxílio-moradia ou gastos supérfluos. Ele, no entanto, se opôs à liberação das informações sobre gastos e é visto como defensor do atual estado de coisas, em que o Parlamento, segundo expressão usada ontem por Brown, funciona como um clube de cavalheiros privado.
Ontem, parlamentares pediram a saída do presidente.
Num curto pronunciamento sobre o assunto na Câmara dos Comuns, Martin disse que, para manter a unidade da Casa, deixará o cargo em 21 de junho. É tudo que tenho a dizer sobre o assunto, afirmou, propondo em seguida uma nova discussão para a pauta.
Faz parte das atribuições do presidente da Casa a definição da ordem dos debates e dos parlamentares a falar.
A última vez que um speaker, como é denominado o cargo, foi obrigado a deixar o cargo foi em 1695. O então responsável pela função foi acusado de ter recebido propina.
Também ontem à tarde, Brown convocou uma entrevista coletiva para anunciar mudanças no controle de gastos dos parlamentares. Ele prometeu uma proposta de legislação que crie uma comissão independente e permanente para acompanhar o uso de verbas públicas do Parlamento.


