São Paulo - A explosão de um carro-bomba na manhã de ontem no centro de Bogotá foi um ato terrorista, disse o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, após visitar o local do suposto atentado. O carro-bomba foi detonado às 5h30 no horário local [7h30 em Brasília], em frente aos estúdios da rádio Caracol, deixando ao menos seis feridos, nenhum em estado grave. Não houve mortes, informou a polícia local.
  Os abalos afetaram ainda escritórios do Bancolombia e da agência de notícias Efe. O general Orlando Paez disse que o carro estava carregado com 50 quilos de explosivos. ‘‘Não vamos nos assustar nem intimidar. Não vamos cair nesta armadilha. Nós vamos continuar lutando contra o terrorismo com tudo que temos’’, disse o presidente somente cinco dias após sua posse no último sábado.
  Ex-ministro da Defesa, Santos ficou conhecido como um dos mais ferozes combatentes às guerrilhas colombianas, sobretudo as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional). ‘‘Minha mensagem aos cidadãos de Bogotá é: fiquem calmos, aqui estamos, seguimos com nossa vida normal, porque o que eles querem é gerar medo’’, acrescentou.
  Os abalos ocorreram minutos antes de jornalistas darem início às transmissões do noticiário matinal. Darío Arizmendi e Érika Fontalvo se preparavam para apresentar o jornal ‘‘6 am Hoy por hoy’’ quando parte dos estúdios veio abaixo. Autoridades locais pediram que todas as pessoas fossem retiradas do prédio.
  Em entrevista à rádio RCN Ricardo Alarcón, o diretor da rádio Caracol, alvo do suposto atentado, disse que não recebeu ameaças recentes. ‘‘Nesses meios [de comunicação] estas coisas são cíclicas. Há épocas de amaças e outras de tranquilidade. Estes últimos dias haviam sido mais tranquilos’’, acrescentou. A Caracol é uma das principais rádios do país e pertence a um dos maiores e mais influentes conglomerados de mídia da Colômbia.

mockup