O presidente da China, Jiang Zemin, iniciou ontem em Honolulu, capital do Estado americano do Havaí, visita de oito dias aos Estados Unidos. Ele é o primeiro líder chinês a visitar os EUA desde 1985.
O ponto alto do encontro de Jiang com o presidente Bill Clinton deverá ser a assinatura de um acordo sobre tecnologia nuclear na reunião de cúpula de quarta-feira, que permitirá à China comprar pela primeira vez reatores americanos. A viagem é o resultado de esforços nos últimos anos para diminuir as tensões entre os países em questões como a soberania de Taiwan - que a China considera uma província rebelde - direitos humanos, comércio e proliferação nuclear.
No sábado, véspera da visita, Jiang fez uma concessão na questão dos direitos humanos, um dos pontos nevrálgicos no relacionamento entre os dois países. Jiang declarou ter autorizado o enviado da China nas Nações Unidas a assinar a Convenção Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que obriga o país a proteger seus cidadãos contra práticas discriminatórias. Mas não se comprometeu a assinar a convenção sobre liberdade de expressão, religião e reunião.
Ativistas de entidades americanas de defesa dos direitos humanos programaram manifestações em todas as etapas de sua viagem: Nova York, Williamsburg, Virgínia, Filadélfia, Boston e Los Angeles. ‘‘Jiang não vai ter uma temporada feliz o tempo todo’’, comentou a secretária de Estado, Madeleine Albrigth.
Jiang viaja acompanhado de sua mulher, Wang Yiping, e do chanceler Qian Qichen.

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