Presidente americano saúda transição na Líbia
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O presidente americano, Barack Obama, afirmou ontem durante discurso em conferência da ONU sobre a reconstrução da Líbia que vai apoiar a população na reconstrução do país após mais de quatro décadas sob o regime de Muamar Kadafi.
Obama anunciou está enviando o embaixador dos Estados Unidos de volta a Trípoli para reabrir a embaixada do país e pediu que os partidários de Kadafi entreguem as armas e aceitem a transição.
''Nós ficaremos com vocês na sua luta para conseguir a paz e a prosperidade que a liberdade pode trazer'', disse Obama em mensagem ao povo líbio.
Mais cedo, Obama havia se reunido com o presidente do Conselho Nacional de Transição (órgão político rebelde), Mustafa Abdul Jalil, e prometeu que os EUA iriam criar parcerias com a Líbia, grande produtora de petróleo, para ajudar o país a alcançar seu ''extraordinário potencial''.
Em seu discurso, o presidente americano alertou que a Líbia passará por tempos difíceis, uma vez que partidários e forças leais a Kadafi devem fazer um último esforço para manter o ditador no poder. Ele ressaltou, porém, que é claro que o país está nas mãos da população agora.
''Após décadas de um regime de ferro de um homem, levará tempo para que se construam as instituições necessárias para uma Líbia democrática. Haverá dias de frustração'', afirmou. ''Mas, se aprendemos algo nos últimos meses, é a não subestimar as aspirações e a vontade do povo líbio''.
A comunidade internacional foi saudada pelo presidente por causa da ''coragem e vontade coletiva de agir'' e relação aos conflitos no país. Segundo ele, ao mesmo tempo em que os poderes globais não podem e não devem intervir toda vez que houve uma injustiça no mundo, há momentos em que as nações devem unir forças para prevenir a morte de inocentes.
Obama reforçou também que a missão da Otan, a aliança militar do Ocidente, continuará na Líbia ''enquanto os líbios estiverem ameaçados''.


