São Paulo- Os compromissos que o príncipe herdeiro do trono do Japão realiza hoje em Brasília mudarão a rotina de autoridades e políticos acostumados a encontros com chefes de Estado internacionais. Com um rígido protocolo a ser cumprido, deputados, senadores e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva serão submetidos a regras de etiqueta que devem ser aplicadas perante Naruhito.
Oficialmente, a Embaixada do Japão não encaminhou à Presidência nenhum pedido especial para a visita. O governo brasileiro, porém, está disposto a seguir parte da tradição japonesa para não desrespeitar rituais orientais.
Pelo protocolo japonês, as autoridades brasileiras não devem tocar o príncipe herdeiro, cumprimentá-lo com as mãos estendidas ou mesmo olhar em seus olhos. O comportamento recomendado é a tradicional reverência japonesa, em que uma pessoa se curva diante da outra até mais de 90 graus.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu bem-humorado às exigências impostas pelo protocolo japonês. ''Temos a honra de receber o príncipe, é uma forma de homenagear o povo japonês e os descendentes. Vou cumprir o protocolo, vou conhecer os detalhes'', afirmou.
Questionado se pretende curvar-se ao príncipe herdeiro, Chinaglia disse que vai fazer o ''possível''. ''Eu tenho a elasticidade própria da minha idade'', afirmou. O protocolo isenta autoridades de ''grau superior'', como Lula e os presidentes da Câmara e do Senado, de cumprirem a reverência.

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