A advogada Shirin Ebadi disse estar ''emocionada' com o Nobel da Paz. O prêmio ''é de todos os iranianos que lutam pela democracia'', disse Ebadi em Paris. '' Ele (o Nobel) não mudará muitas coisas em minha vida, mas será muito importante para o meu trabalho em favor dos direitos humanos e dos cidadãos no Irã''.
No Irã, porém, a premiação foi ignorada pelos meios de comunicação. Uma hora após a divulgação da notícia, a televisão, a emissora de rádio estatal e a agência de notícias oficial não tinham dado nenhuma nota sobre o fato.
O ex-presidente tcheco Vaclav Havel, 67, que era tido como um dos grandes favoritos felicitou a advogada iraniana. ''Sei que ela certamente mereceu'', disse.
Um número considerável de especialistas nas deliberações do Comitê Nobel acreditava que Habel, considerado um ''herói'' da luta contra o comunismo no Leste Europeu nas décadas de 70 e 80 tinha neste ano grandes chances de ver consagrada a obra de toda sua vida a serviço dos direitos humanos.
Na Itália, houve uma certa frustração pelo fato de o papa João Paulo II não ter sido escolhido. ''O Papa merecia o Nobel pelo conjunto de sua vida, não apenas por suas atitudes de oposição à guerra'', declarou o ítalo-suíço Jean-Claude, de 57 anos.

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