O premier russo, Evgueni Primakov, festejou ontem 69 anos enquanto a mídia se interessa cada vez mais pela vida privada deste ex-espião e avalia as possibilidades que tem na corrida presidencial.
Vários jornais russos dedicaram ontem fotos e artigos a Primakov.
‘‘Evgueni Maximovich devolveu ao país sua estabilidade política e agora o slogan ‘Primakov presidente’ ocupa as mentes de nossos políticos’’, escreveu o Moskovski Komsomolets.
Enquanto o jornal econômico Kommersant publica um artigo a ‘‘um homem que fez carreira rapidamente’’, outros, como Komsomolskaya Pravda, recorreram aos depoimentos de seus amigos para humanizar um político conhecido até agora por seu gosto pelo mistério.
O presidente Boris Yeltsin, internado para se recuperar de um esgotamento generalizado, lhe enviou um telegrama. ‘‘Você pertence a essa categoria de homens que não recuam diante das dificuldades e sabem encontrar a melhor solução em qualquer situação’’, escreveu Yeltsin a Primakov, que deverá com frequência assumir seu lugar no exterior por causa do débil estado de saúde do chefe de Estado.
Sua primeira aparição no cenário internacional no lugar do presidente foi terça-feira passada em Viena para uma cúpula UE-Rússia, comemorada pela imprensa apesar de não obter medidas concretas que permitam à Rússia sair da crise. Mesmo que negue qualquer ambição presidencial, o ex-chanceler russo ‘‘figura naturalmente entre os candidatos potenciais’’ ao Kremlin, assinalam observadores.

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