São Paulo - Aviões israelenses destruíram escritórios do Ministério do Interior palestino em Gaza ontem em uma nova ofensiva aérea enquanto uma ação terrestre continua suspensa. A operação visa pressionar o governo do Hamas pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit, 19 anos, sequestrado no último domingo em Kerem Shalom, perto da fronteira com Gaza.
Após o ataque, o premier palestino, Ismail Haniyeh, afirmou que as ofensivas e prisões realizadas pelo Exército de Israel ''não derrubarão'' seu governo. Ao menos 64 membros do Hamas foram presos em operações de Israel entre eles, oito ministros.
Haniyeh disse ainda que as ações israelenses em Gaza não visam apenas resgatar o soldado sequestrado, mas fazem parte de um ''plano premeditado'' para derrubar o governo do Hamas.
No ataque ao ministério, um míssil atingiu o escritório do ministro palestino do Interior, Said Siyam, no quarto andar do edifício. O escritório da segurança de Siyam, no andar térreo, também ficou destruído. O primeiro, o segundo e o terceiro andares não foram atingidos.
Segundo o jornal israelense ''Haaretz'', o Exército escolheu o prédio do Ministério como alvo porque é um ''local de reuniões de planejamento de atividades terroristas''.
Nas últimas 24 horas, a força aérea israelense atingiu 30 alvos em Gaza, destruindo ruas, pontes e uma central elétrica, além de centenas de mísseis de artilharia lançados pelo Exército. Apesar da suspensão de uma ofensiva terrestre, soldados permanecem posicionados entre Israel e Gaza.

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