O primeiro-ministro japonês Yoshiro Mori lamentou ontem, em um discurso de política geral, os escândalos que recentemente enfraqueceram seu governo e que podem degenerar em crise política. O governo tomará medidas ‘‘para que esses casos não voltem a acontecer’’, assegurou Mori ao abrir uma sessão parlamentar de 150 dias.
‘‘É tremendamente lamentável ser obrigado, no primeiro dia de uma importante sessão, a mencionar a detenção de um parlamentar’’, declarou o primeiro-ministro. Mori se referia à detenção do senador Takao Koyama, suspeito de ter sido subornado por uma mutuária de seguros. Este caso, que está em instrução, também provocou a demissão do ministro delegado para assuntos econômicos e fiscais, Fukushiro Nukaga, no último dia 23.
Mori também apresentou as ‘‘desculpas’’ do governo pelo escândalo que afeta o Ministério de Relações Exteriores. Um alto diplomata foi excluído ao se tornar suspeito de ter desviado durante seis anos dezenas de milhões de ienes das verbas reservadas do Ministério.
‘‘Levo muito a sério este caso e apresento minhas sinceras desculpas’’, declarou Mori.
O ministro de Relações Exteriores, Yohei Kono, assumiu a responsabilidade pelo escândalo, decidindo entregar seis meses de seu salário.

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