O primeiro-ministro indiano, Atal Bihari Vajpayee, iniciará hoje uma histórica visita ao vizinho Paquistão. O encontro entre Vajpayee e seu colega paquistanês Nawaz Sharif é considerado importante para as relações entre os dois países inimigos nascidos das cinzas do império britânico, os quais já travaram três guerras - em 1947, 1965 e 1971.
Depois do temor de uma corrida armamentista na Ásia em maio passado, quando Índia e Paquistão realizaram vários testes nucleares, parece que agora chegou o momento da distensão.
O primeiro-ministro nacionalista hindu, o primeiro a pisar em solo paquistanês depois de Rajiv Gandhi, em 1989, cruzará a fronteira num ônibus, inaugurando a primeira linha entre os dois países. Vajpayee será recebido no posto fronteiriço de Wagah, única passagem terrestre entre a Índia e o Paquistão, por Sharif que depois o levará de helicóptero até Lahore, capital do Estado de Punjab, onde ele será saudado com uma ‘‘calorosa’’ recepção antes de iniciar, à noite, conversações sobre temas de interesse em comum.
A questão nuclear e a disputa sobre a dividida Caxemira serão os principais temas das discussões. Entretanto, vários grupos extremistas dos dois países fizeram críticas e ameaças com relação à visita. Um dirigente do Conselho Mundial dos Hindus disse que Vajpayee deveria ir ao Paquistão ‘‘num tanque’’. Os integristas muçulmanos paquistaneses da organização Jamaat-Islami anunciaram uma jornada de protestos e outros grupos prometeram ‘‘uma surpresa’’ para o líder indiano.France PresseProtestosMuçulmanos paquistaneses realizam protesto contra a visita do primeiro- ministro da Índia, que começa hoje. Será a primeira vez que um dirigente indiano vai ao vizinho Paquistão desde 1989. Os dois países já tiveram três guerras desde que se tornaram independentes e são também detentores de arsenal nuclear.Reuters

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