Premier defende resistência libanesa
Associated Press
Com o Líbano se ocupando ontem de reparar sua infra-estrutura danificada, o primeiro-ministro Salim Hoss insistiu no direito de sua nação a resistir à ocupação israelense. Hoss também disse que o governo, em princípio, não apóia ataques além da fronteira, mas o primeiro-ministro recusou-se a criticar os guerrilheiros do Hizbollah por bombardear o norte de Israel.
Os comentários de Hoss foram dirigidos a um enviado francês ao Oriente Médio com a tarefa de discutir os recentes confrontos entre Israel e o Hizbollah, na mais grave escalada de violência em três anos.
O Líbano insiste na resistência enquanto uma parte de nossa terra permanecer sob ocupação. Todas as cartas internacionais reconhecem este direito, disse Hoss a Yves Aubin de la Messuziere, de acordo com um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro.
Aubin de la Messuziere, chefe do Departamento de África do Norte e Oriente Médio do Ministério de Relações Exteriores da França, chegou a Beirute ontem de manhã vindo da Síria.
Hoss falou ao enviado francês sobre as mortes e os danos causados pelos ataques israelenses de quinta e sexta-feiras contra alvos no sul do Líbano, Beirute e Vale do Bekaa, dizia o comunicado.
Os ataques aéreos deixaram nove mortos e 57 feridos. Também foram atingidas duas subestações energéticas em Beirute. Três pontes de uma estrada litorânea foram destruídas e prédios foram danificados em Baalbek. Dois israelenses morreram e 13 ficaram feridos em ataques retaliatórios do Hizbollah.





