Premier anuncia uma nova era com muita prosperidade
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segunda-feira, 07 de maio de 2001
Das agências De Tóquio 
O novo premier japonês, Junichiro Koizumi, defendeu a idéia de uma mudança revolucionária, comparando a era que está por vir à Restauração Meji, de 1868, que colocou um fim ao período feudal e deu início à corrida do país para atingir o equilíbrio com o Ocidente. Eu quero realizar reformas que poderão ser chamadas de Novo Século de Restauração, afirmou. Queremos estabelecer um novo sistema social e econômico apropriado ao século 21, disse Koizumi, destacando que as mudanças devem gerar efeitos dolorosos como o desemprego.
O premier, entretanto, destacou que o governo vai agir para dar suporte aos desempregados. Em relação à política externa, Koizumu reiterou a importância do relacionamento com os EUA e comprometeu-se a trabalhar em conjunto com a China, Coréia do Sul e a Rússia para manter a paz no nordeste asiático. Ele também afirmou que estudará como o Japão responderá às questões emergenciais de segurança.
Entretanto, a maior decepção com Koizumi, na opinião dos analistas, foi o anúncio de que vai limitar a 30 trilhões de ienes as emissões de novos títulos públicos, lançados anualmente para financiar o déficit público.
O primeiro-ministro reiterou esta promessa em seu mais recente discurso, mas não descartou a possibilidade de aumentar a margem caso a economia continue em crise.
Temos que ver se as condições econômicas e a arrecadação mudam, disse para a imprensa. Se houver pânico, teremos que rever as metas, acrescentou.
Para saber se é sério em questões de reformas estruturais, teremos que ver se respeita a promessa de limitar as novas emissões. Isto significaria reduzir em 3 trilhões de ienes o gasto público. Algo muito difícil de conseguir, afirmou Naoki Murakami, economista do banco BNP Paribas.
No entanto, Koizumi não fixou nenhum prazo para essa proposta, que depende, primeiramente, da conquista de uma recuperação estável e vibrante da economia do país.


