São Paulo - Em seu primeiro pronunciamento após o ataque desta terça-feira contra uma sinagoga de Jerusalém, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu uma "mão mais dura" contra os palestinos e criticou a Autoridade Nacional Palestina (ANP) por incitar atos de violência contra o país e a comunidade internacional por não condenar com força o atentado.
Ele já ordenou a destruição das casas dos dois assaltantes, medida controversa, que foi interrompida por cerca de 10 anos pelos militares, que a consideram contraproducente.
Quatro famílias de suspeitos de ataques em Jerusalém sofreram essas medidas punitivas nas últimas semanas, apesar de a Justiça ainda não ter dado seu veredito sobre o assunto.
O premiê também criticou os países por não condenarem os ataques. "Eu quero ver vocês chocados. Eu quero ouvir denúncias claras. O mundo olha para o massacre, mas não pede para os palestinos pararem de incentivar ações contra o Estado de Israel", declarou o primeiro-ministro, se dirigindo aos líderes mundiais.
O ataque contra o templo judaico, que fica no bairro de Har Nof, deixou quatro rabinos mortos e pelo menos oito pessoas feridas, algumas delas em estado grave. Os mortos são três cidadãos norte-americanos e um britânico. "Estamos no meio de um ataque concentrado contra Jerusalém", acrescentou Netanyahu, que prometeu manter a ordem e a segurança em todas as ruas da "capital eterna" de Israel.
Além disso, segundo o premiê, o presidente da ANP, Mahmud Abbas, não fez o suficiente para condenar o terror contra o país e ainda "fabricou histórias" para justificar atentados. "O que é mais chocante não é apenas o massacre, mas as lágrimas de alegria em Gaza e Belém", ressaltou.

mockup