Premiê francês e manifestantes não chegam a acordo
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sexta-feira, 24 de março de 2006
Folhapress 
São Paulo - O premiê francês, Dominique de Villepin, e representantes de uniões sindicais não conseguiram chegar a um acordo durante a reunião realizada ontem a respeito da lei do primeiro emprego. Em um comunicado, Villepin afirmou que a reunião foi ''apenas o primeiro passo'' e prometeu realizar mais discussões nos próximos dias.
A controvérsia a respeito da lei gerou violentos protestos em toda a França. A reunião de ontem acontece um dia depois que 420 pessoas foram detidas em manifestações em todo o país, segundo a polícia.
Em Paris, houve 140 detidos e pelo menos 60 feridos incluindo o caso de uma manifestante de 21 anos que sofreu traumatismo craniano e foi hospitalizada, informaram fontes sanitárias.
Segundo a polícia, as primeiras investigações indicam que os ferimentos da jovem não foram provocados pelas forças de segurança. Dezenas de carros foram saqueados ou incendiados pelos violentos episódios em Paris, que também registraram assaltos a lojas.
O presidente francês, Jacques Chirac, que fez um apelo pelo diálogo com as uniões, afirmou que Villepin ''está pronto para levar em consideração as reivindicações dos manifestantes'', mas condenou a violência nos protestos.
Líderes sindicais que convocaram uma jornada de ação nacional para a próxima terça-feira disseram ''decepcionados'' por falharam em convencer Villepin a revogar a controvertida lei trabalhista.
Aprovada pelo Parlamento no mês passado, a lei pretende reduzir o desemprego entre os jovens, facilitando sua contratação. Mas uma cláusula, que permite ao empregador demitir sem justificativa ou indenização, desagrada os jovens. ''Nós tentamos persuadi-lo a respeito da proporção da crise, dizendo que não há outra opção senão revogar a lei'', disse Bernard Thibault, um dos líderes.


