São Paulo - O futuro primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse ontem que não há solução rápida para a poluição na capital Pequim que, nos últimos três dias, sofre com a passagem de uma nuvem de fumaça tóxica.
Os níveis de contaminação do ar ultrapassaram todos os recordes máximos nesta terça. Em entrevista à rádio estatal, o atual vice-chefe de governo disse que "houve um acúmulo de fumaça" na cidade e que o governo agirá.
Temos que aumentar a força de gestão ambiental e outras tarefas oficiais e devemos pedir ao público que reforce a proteção pessoal. Esta situação requer a conscientização e participação de todas as pessoas em conjunto", disse.
A qualidade do ar em Pequim ficou muito acima dos níveis de segurança neste último fim de semana, chegando a 755 no sábado, em um índice que mede partículas no ar conhecido como PM2.5.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o nível diário de uma cidade não seja maior do que 20. Acima dos 300 PM2.5 já é considerado muito perigoso. Os efeitos dessa poluição podem causar doenças cardíacas e pulmonares, além de alergias e outras irritações pelo corpo.
A situação se agrava com o inverno, em que ficam mais concentradas as emissões de gases. Os principais responsáveis são as fábricas, aquecedores, veículos movidos a derivados de petróleo e a queima de carvão mineral.
O departamento de vigilância ambiental de Pequim informou ter implementado um plano de emergência para redução de poluentes, que visa a reduzir o número de carros nas estradas e cortar as emissões de fábricas em 30%.

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