São Paulo - O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, acusou a oposição ontem de não ter um programa político e nem líderes claros. Foi o primeiro comentário feito por ele sobre o assunto desde o protesto que reuniu milhares de pessoas no último fim de semana.
''O problema é que eles não têm um único programa. Eles têm muitos programas individuais, mas nada unificado e nenhum caminho claro para alcançar suas metas, que também não são claras. E não há ninguém com capacidade para fazer algo concreto'', disse Putin.
No sábado, um grande protesto em massa pelas ruas de Moscou reuniu milhares de pessoas que queriam expressar descontentamento com os resultados da eleição parlamentar ocorrida na Rússia. Segundo grupos opositores, o processo eleitoral teria sido fraudado para garantir a vitória do partido de Putin.
Segundo o premiê, a oposição tenta deslegitimar o processo eleitoral na Rússia e desvalorizar ''tudo que acontece na vida pública'' no país. Ele também afirmou que as próximas eleições presidenciais, em março, têm de ser ''transparentes''.
Seu porta-voz, Dimitri Peskov, disse no domingo que o primeiro-ministro, candidato à Presidência nas eleições de 2012, ''continua tendo o apoio da maioria'' na Rússia, apesar do protesto de sábado - que, segundo a oposição, reuniu 120 mil pessoas, enquanto as autoridades russas falam em 29 mil participantes.
''Com relação às exigências dos manifestantes, sua posição foi ouvida. Nós a respeitamos. As pessoas que foram às ruas são parte importante da sociedade, mas estão em minoria'', defendeu Peskov.

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