Londrina - O conflito entre Israel e Palestina na faixa de Gaza não é mais uma realidade distante dos brasileiros que estão nas redes sociais. Graças a estas tecnologias, as notícias da guerra chegam em tempo real às timelines dos internautas, que se atualizam sobre os rumos do conflito, formam opiniões e compartilham as informações quase instantaneamente.
Em Londrina, o estudante de Direito Nasser Zebian Nasser, 17, usa as redes sociais para expressar a solidariedade pelo povo palestino. Muçulmano e descendente de libaneses, ele morou no Líbano em 2011 e presenciou a situação dos refugiados da guerra na Síria, o que acabou despertando a atenção para os prejuízos humanitários dos conflitos no Oriente Médio. Através do Facebook, ele organizou uma manifestação pela liberdade dos palestinos e contra o que chamou de "guerra desproporcional" entre os dois povos. A manifestação, realizada na Concha Acústica, reuniu dezenas de manifestantes que decidiram apoiar fisicamente a causa.
Em Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina), o jornalista Junior Bavia, 26, também utiliza as redes sociais para divulgar notícias sobre a guerra. As postagens na internet, aliás, acabaram ajudando a aprofundar os conhecimentos que ele tinha sobre o assunto. "Comecei a me interessar pelos conflitos no Oriente Médio após as manifestações de junho do ano passado no Brasil, quando comecei a seguir algumas mídias independentes e passei a ter acesso a notícias mais aprofundadas", conta. O empenho do jornalista acaba levando informações à população da pequena cidade, onde, segundo ele, nem todo mundo tem acesso às notícias. Vivendo tão longe da Palestina, é o que posso fazer para ajudar".
A historiadora Rosana Schwartz, professora da Universidade Mackenzie, de São Paulo, explica que a sociedade interconectada na qual vivemos favorece o compartilhamento de informações em tempo real. "O compartilhamento é positivo, porque favorece o acesso de mais pessoas ao que está acontecendo no mundo. Gente que não sabia nada sobre um assunto, como os conflitos entre Israel e Palestina em Gaza, por exemplo, fica curiosa diante das postagens e pesquisa o tema", avalia.
Uma parcela dos internautas, segundo ela, acaba aprofundando a pesquisa, o que considera especialmente interessante entre os jovens, visto que os conflitos no Oriente Médio não são muito abordados nos currículos da educação básica.

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