Nova York - O preço do barril de petróleo poderá disparar hoje, após o ataque sangrento contra um dos pólos da indústria petroleira saudita neste fim de semana, uma ação que aumenta o medo de uma interrupção no fornecimento de óleo cru.
Segundo o economista Abdelwahab Abou-Dahesh, do Riyad Bank, o impacto imediato do atentado de Al-Khobar irá provocar ''mais pânico e preocupação no mercado petroleiro, e um aumento dos preços (...) Seu impacto será muito mais psicológico que econômico, pelo menos a curto prazo'', disse.
O diretor do departamento de informação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Omar Ibrahim, disse que ''quase imediatamente, três países da Opep Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos poderiam produzir até 3 milhões de barris adicionais (...) O efeito deste aumento, no entanto, provavelmente não irá durar mais que 48 horas.
Na Ásia, a reação inicial ao ataque foi moderada, mas os dois principais mercados mundiais para o comércio de petróleo Nova York e Londres estavam fechados ontem, por ser feriado. A hora da verdade para o mercado será hoje.
O barril de cru fechou na última sexta-feira, em Nova York, abaixo dos 40 dólares, com os operadores convencidos de que a Opep decidiria aumentar sua produção e começar a remediar o desequilíbrio entre oferta e demanda. Mas por causa do ataque em Al-Khobar, a tranquilidade durou pouco e o preço do cru poderá voltar a subir.
O ataque deste fim de semana foi o segundo em um mês contra uma instalação petroleira no reino saudita. Mesmo os ataques não tendo afetado a produção ou o transporte de petróleo, eles aumentam o sentimento de incerteza nos mercados, já palpável devido a vários atentados contra a infra-estrutura petroleira no Iraque.
A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de cru, e talvez o único país da Opep que tenha capacidade de produzir ainda mais. Para tentar tranquilizar os investidores e conter uma nova disparada dos preços, a Arábia reiterou a promessa de aumentar sua produção.

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