Nova York - Os Estados Unidos têm informações de testemunhas oculares sobre o programa de armas biológicas iraquiano, disse ontem o secretário de Estado norte-americano Colin Powell.
Durante seu discurso ao Conselho de Segurança da ONU, Powell afirmou que os Estados Unidos possuem ''descrições de primeira mão'' de fábricas móveis de armas biológicas que podem ser facilmente transferidas por estradas e ferrovias, para evitar uma detecção.
Powell citou um técnico que observou pessoalmente a morte de 12 pessoas depois de um vazamento numa instalação desse tipo em 1998. Saddam Hussein pesquisou ''dezenas'' de doenças, de cólera a tifo, disse Powell. ''Também tem os meios para produzir a varíola'', acrescentou. Powell disse ainda que o Iraque utilizou prisioneiros condenados à morte para testar armas químicas e biológicas. Segundo ele, 1.500 condenados à morte foram sacrificados durante os testes.
O secretário de Estado norte-americano também mostrou um pequeno frasco e disse que o mesmo poderia conter quantidade suficiente de antraz para fechar o Senado dos Estados Unidos. O Iraque informou que produziu 8.500 litros de carbúnculo no passado, mas Powell disse que os inspetores da ONU calcularam que o total pode chegar a 22 mil litros.
Powell, concluiu sua apresentação contra o Iraque dizendo que a Onu ''não se deve recuar diante do que vier pela frente''. ''Escrevemos a resolução 1441 para dar ao Iraque uma última chance. O Iraque até agora não está aproveitando essa última chance. Não devemos recuar diante do que vier pela frente'', disse.
Em resposta ao discurso do secretário de Estado norte-americano, o embaixador iraquiano na Onu, Mohamed al Douri, disse que ''o Iraque fornecerá uma resposta detalhada e técnica às alegações de Powell''. O embaixador também negou de forma enfática que o Iraque tenha vínculos com Osama bin Laden ou com a rede terrorista Al Qaeda, como afirmou Powell.

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