Washington- O secretário de Estado americano, Colin Powell, convocou ontem a comunidade internacional para combater com firmeza o Hamas, que reivindicou o atentado ocorrido na quarta-feira em Jerusalém, e as outras organizações radicais palestinas. ''Cada país no mundo deve denunciar e perseguir o Hamas e o Jihad Islâmica, cortando toda fonte de financiamento'', declarou Powell aos jornalistas, enquanto participa de uma conferência econômica em Washington.
Powell acrescentou que telefonou para o ministro das Relações Exteriores israelense, Silvan Shalom, e o chefe da diplomacia jordaniana Marwan Moasher, e outros dirigentes do Oriente Médio, sem citar nomes, para lhes pedir que atuem contra o Hamas e outros grupos palestinos radicais.
O secretário americano acusou essas organizações de estarem ''decididas a utilizar o terrorismo para nos impedir de aproveitar esta última oportunidade para a paz'', em alusão ao lançamento do Mapa da Paz, o plano internacional para acabar com o conflito israelense-palestino. Powell convocou os líderes do Oriente Médio a ''agir com firmeza para superar esta onda de violência''.
Ataques Ontem um israelense foi morto por disparos de palestinos quando transitava em seu veículo na vila de Yabed, próximo a Jenin (no norte da Cisjordânia), informaram fontes militares e testemunhas. Helicópteros israelenses lançaram mísseis contra um carro em Gaza, deixando sete mortos, incluindo um bebê, e 40 feridos, no terceiro ataque aéreo nas últimas 24 horas.
O número de mortos no atentado suicida realizado anteontem no centro de Jerusalém subiu para 17 ontem, quando Zipora Levy, 70, morreu dos ferimentos sofridos no ataque.
A explosão de um homem-bomba palestino vestido como um judeu ultra-ortodoxo em um ônibus deixou anteontem cerca de 60 feridos. O grupo extremista islâmico Hamas reivindicou a responsabilidade pelo atentado suicida, um dia depois de um ataque israelense frustrado em Gaza contra um dos principais líderes do grupo, Abdelaziz Al Rantissi.
A rádio israelense informou que um guarda estava no ponto de ônibus em que o homem-bomba embarcou no ônibus. O homem-bomba não teria sido checado pelo guarda porque estava vestido como um judeu ultra-ortodoxo.
O homem-bomba foi identificado como morador da cidade de Hebron, na Cisjordânia. A polícia israelense está investigando se ele foi para Jerusalém alguns dias antes do ataque.

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