O povoado de Granada, no norte da Colômbia, ficou praticamente destruído após um feroz ataque da guerrilha, que durou 20 horas e deixou um grande número de mortos. Cerca de 400 rebeldes iniciaram a ofensiva quarta-feira com a explosão de um carro-bomba diante da delegacia de polícia, seguida da explosão de bujões de gás e granadas que devastaram o povoado, que já havia sido atacado por outros bandos em conflito na Colômbia.
Segundo dados preliminares da polícia, dois civis e três militares morreram no ataque combinado de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Com a ofensiva, quatro quarteirões de Granada, a 200 km da capital, Bogotá, ficaram totalmente arrasados, e familiares aflitos buscavam entre os escombros cerca de 20 desaparecidos durante o ataque.
Na região nordeste do departamento (estado) de Antioquia em que se localiza Granada, estão as principais hidrelétricas colombianas; a zona é considerada uma das mais violentas do país já que é disputada pelos principais grupos guerrilheiros de esquerda e pelos paramilitares direitistas das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).
Os habitantes de Granada sofrem as consequências de serem alvos de todas essas facções, e pela falta de condições da força pública de impor a ordem.
Em 3 de novembro passado, 16 moradores de Granada foram massacrados em uma ação atribuída pela polícia às AUC.
Após o massacre, a população do povoado, antes de cerca de 20 mil habitantes, ficou reduzida a menos de 10 mil segundo estimativas da Prefeitura.

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