PARIS - Os argelinos votaram maciçamente por mudanças constitucionais banindo partidos políticos islâmicos, reforçando a posição do presidente Liamine Zeroual, um ex-general que tenta pôr fim a uma rebelião fundamentalista.
Números oficiais mostraram que 85,8% ou 10,94 milhões de pessoas votaram ‘‘sim’’ num projeto de constituição contra 14,19% ‘‘não’’ no referendo de quinta-feira, informou o ministro do Interior, Mustapha Ben Mansour, numa entrevista coletiva transmitida ao vivo ontem, em Argel.
Ele disse que o comparecimento às urnas foi de 79,8% dos 16,4 milhões de eleitores. Houve cerca de 359 mil votos nulos.
O endosso deve fortalecer Zeroual antes das eleições parlamentares marcadas para a primeira metade de 1997.
‘‘Foi um voto de confiança em Zeroual’’, afirmou um acadêmico sobre o resultado num programa de entrevistas da televisão na noite de quinta-feira.
Said Saadi, líder de um partido oposicionista antiislâmico, o Movimento pela Democracia e Cultura, acusou Zeroual de fraudar a votação, mas não apresentou evidências.
Ben Mansour disse que uma grande operação de segurança impediu que a guerrilha islâmica cumprisse sua promessa de sabotar o referendo.

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