Logo depois dos Jogos Olímpicos, como sempre acontece, houve uma explosão de interesse pelos esportes no Brasil. Isto, unido à campanha Rio-2004, fez com que o tema se tornasse quase obrigatório. E muitos jovens se voltaram animados para as quadras e pistas esportivas.
Mas, passada a euforia, tudo volta ao real e para 1997 as perspectivas são de muita preparação e sacrifícios. É um ano sem grandes competições: as Olimpíadas já passaram, não há Jogos Pan-Americanos e o Mundial de Futebol é só em 1998. No futebol, como o Brasil está pré-classificado para o Mundial da França, não teremos as emoções das eliminatórias. De importante, mesmo, somente a Copa América, que não tem dado muitas alegrias aos brasileiros.
Em relação aos outros esportes coletivos, tanto o basquete quanto o vôlei estão enfrentando, em nível nacional, uma crise de verbas. Empresas patrocinadoras estão se afastando, o que deixa atletas sem patrocínio e o esporte dependente da sorte e da garra pessoal. Para as competições de 97, notadamente em nível mundial, existem sérias dúvidas sobre o sucesso brasileiro. O basquete não tem mais Oscar e Hortência, suas maiores estrelas, e sem patrocínios fica muito difícil aparecerem os astros do futuro.
Quanto ao atletismo, também é tempo de dureza. Aí não somente há falta de patrocínios como de apoio continuado. Muitos projetos surgiram, e a maioria logo desapareceu. Não se formam atletas em alguns meses, é preciso um trabalho de base, continuado, consistente.
O automobilismo, que já deu grandes alegrias no passado, mas que não foi bem em 96, oferece as esperanças de costume na nova temporada. Há bons corredores, com carros em condições, na Fórmula Indy, mas não há ainda ninguém capaz de ocupar o lugar de Senna, ou de Piquet, na Fórmula 1.

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