Bruxelas - União Europeia (UE) e Estados Unidos decidiram, nesta terça-feira, punir mais uma vez a economia russa para aumentar a pressão contra Moscou por seu papel na crise ucraniana. Washington, por exemplo, impôs sanções a "setores-chave" da economia russa: energia, armamento e finanças. Os Estados Unidos decidiram ainda bloquear as exportações de alguns bens e tecnologias destinados ao setor energético russo e suspenderam os créditos para os projetos de desenvolvimento na Rússia.
As sanções incluem financiamentos de longo prazo para o segundo banco russo, VTB; para uma de suas filiais, o Banco de Moscou; e para o Banco Agrícola russo, primeiro concessor de crédito para o setor agrícola.
Já a UE decidiu vedar o acesso ao mercado de capitais europeu, proibindo qualquer cidadão ou companhia comunitária de comprar bônus, ações, ou qualquer instrumento financeiro de um vencimento de mais de 90 dias às entidades financeiras públicas russas. A UE permitirá, porém, os empréstimos bancários.
Nesta nova etapa de medidas, também fica vedada a exportação de tecnologia de duplo uso (civil e militar) e limita-se o acesso da Rússia às tecnologias sensíveis no setor da exploração de petróleo não convencional. Os contratos em curso não serão afetados por essas mudanças.
Em 16 de julho, a UE anunciou o congelamento de novos programas na Rússia do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e trabalhou para que o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd) também congelasse seus novos programas de investimento na Rússia. O Berd conta com 64 países acionistas, incluindo a Rússia.
Dezenas de autoridades russas e ucranianas pró-Moscou também estão sujeitas ao congelamento de bens e a uma proibição de visto. A lista americana conta com mais de 50 autoridades, e a da UE, 91.

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