Brasília - O retorno de Michelle Bachelet à Presidência do Chile traz uma "perspectiva muito positiva" para o Brasil, afirmou ontem o embaixador Antonio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Itamaraty.
Integrante da Nova Maioria, aliança política de centro-esquerda, Michelle Bachelet foi presidente do país entre 2006 e 2010 e foi sucedida pelo político de centro-direita Sebastián Piñera. No Chile, não há reeleição.
A cerimônia de posse da nova chefe de Estado é hoje e vai contar com a presença da presidente Dilma Rousseff. "Estamos muito felizes de ter a perspectiva do Chile cada vez mais próximo e integrado à América do Sul. (...) Isso é perfeitamente coerente com a posição que a presidente Bachelet manteve no primeiro mandato", disse Simões em entrevista coletiva.
O evento será acompanhado por presidentes de ao menos 11 países, além do primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe.
Após a cerimônia, Dilma terá uma reunião de trabalho com a colega chilena. "Vamos querer ouvir da presidenta Bachelet as prioridades dela, o que pretende fazer em relação aos temas da América do Sul", disse.
O diplomata destacou o peso das relações comerciais entre Chile e Brasil, além do próprio Mercosul. "Noventa e oito por cento do nosso comércio com o Chile funciona com tarifa zero. É um grau de abertura maior do que tem o Chile com os outros países da Aliança do Pacífico", disse Simões.
O embaixador destacou ainda que a corrente de comércio entre Chile e Mercosul chegou a US$ 16,6 bilhões (R$ 39 bilhões) em 2013.

mockup