O total de soldados americanos mortos no pós-guerra ultrapassou a soma das baixas de soldados dos EUA que morreram durante o conflito no Iraque, segundo informações divulgadas ontem no jornal ''Washington Post', que cita fontes do Pentágono.
De acordo com o jornal, a morte de mais um soldado dos EUA -que sucumbiu, ontem, aos ferimentos a bala recebidos durante um tiroteio- elevou a 139 o número de americanos mortos após os EUA decretarem o fim das principais operações militares contra o país, em 1º de maio. Durante as seis semanas de confronto da Guerra do Iraque, os EUA perderam 138 militares.
O total de 139 mortos no pós-guerra inclui tanto as vítimas de ataques hostis como os que morreram em acidentes de carro, por problemas de saúde e outras causas não relacionadas aos combates.
O comando militar americano acredita que, por trás dos ataques a suas tropas no Iraque, além de simpatizantes do regime deposto, haja também combatentes estrangeiros, que entrariam principalmente pela fronteira com o Irã.
Há duas semanas, parentes de soldados e veteranos de guerra dos EUA lançaram uma campanha nacional para pedir a retirada das tropas do Iraque. Os organizadores dizem que o Iraque está virando um novo Vietnã e que as tropas estão mal preparadas.
Ontem, cerca de 3 mil soldados americanos realizaram uma importante operação no norte do Iraque contra pessoas suspeitas de ataques contra as forças dos EUA, autores de atentados com bombas e outros suspeitos, segundo a porta-voz Josslyn Aberle.
As forças americanas detiveram 22 pessoas suspeitas de cometer ações contra a coalizão em ataques efetuados hoje contra a cidade de Khalis, a 50 km de Bagdá, disse Aberle.

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