O projeto de lei sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) será submetido a um referendo amanhã, informou o presidente de Portugal, Jorge Sampaio.
Os eleitores do primeiro referendo a realizar-se em Portugal deverão responder à seguinte pergunta: ‘‘Você está de acordo em que não se castigue a interrupção voluntária da gravidez, se ela for feita, a pedido da mulher, nas dez primeiras semanas, em um estabelecimento sanitário autorizado legalmente?’’
Recentemente, a conferência episcopal afirmou em uma nota pastoral que esta pergunta ‘‘sugere que a IVG pode ser um direito da mulher grávida que não deve, por este motivo, ser castigada’’. Os bispos assinalam que ‘‘nenhuma consulta popular pode legitimar a IVG do ponto de vista moral: a resposta dos cristãos e de todos os que defendem a vida não pode ser mais que um não’’.

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