O presidente português Jorge Sampaio afirmou ontem, em Lisboa, que o acordo assinado nesta quarta-feira nas Nações Unidas em Nova Iorque, sobre o Timor Leste, abre um período ‘‘muito intenso, muito exigente, muito difícil, mas também muito incerto’’ sobre o futuro desse território.
‘‘Espero que funcione’’, acrescentou Sampaio, que assistia a transmissão direta pela TV da assinatura do acordo.
Este pacto, assinado pelo ministro português das Relações Exteriores, Jaime Gama, e pelo colega dele indonésio Ali Alatas, assim como pelo secretário geral da ONU, Kofi Annan, prevê um plano de autonomia para o Timor Leste, acordos de segurança e as modalidades do referendo de oito de agosto próximo sobre o projeto de autonomia proposto por Jacarta a 800 mil habitantes desse território.
Ontem o governo indonésio informou que o líder separatista timorense Xanana Gusmão, submetido a prisão domiciloar em Jacarta, só será libertado após o referendo.

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