Portugal está comprometido com o processo
France Presse
De Lisboa
Portugal, que em maio passado firmou com a Indonésia e sob o patrocínio da ONU um acordo que abria caminho para o reconhecimento por parte de Jacarta da autodeterminação de Timor Oriental, comprometeu-se a ajudar este território em sua transição para a democracia.
Vinte e cinco anos depois da Revolução dos Cravos, que pôs fim ao império colonial português, Lisboa aspira a um desenlace feliz em Timor Oriental, território que lhe pertenceu até que a Indonésia o anexou em 1976.
O final da descolonização do território mais distante de Lisboa terá lugar 24 anos depois das independências de Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, e quatro meses antes da entrega à China do enclave de Macau, sob administração portuguesa desde o século XVI.
O destino do território oriental do Timor, invadido em 1975 pela Indonésia num momento em que a democracia portuguesa estava em jogo às margens do Tejo depois da revolução dos capitães, converteu-se com o decorrer dos anos em preocupação constante e uma prioridade para a diplomacia de Lisboa.
O governo de Portugal anunciou recentemente que o país estava disposto a investir 109,7 milhões de dólares em sua ex-colônia se os timorenses se decidirem pela independência.
Caso se pronunciem por um estatuto de autonomia dentro da Indonésia, Portugal reduziria sua ajuda a 40 milhões de dólares, dos quais 10% para apoiar a difusão da língua portuguesa.





