Portugal decide sobre o aborto
Depois de um dia de reflexão, em que foi proibida toda propaganda, cerca de oito milhões e meio de portugueses votarão hoje sobre a liberalização ou não do aborto.
No primeiro plebiscito democrático organizado em Portugal, os eleitores deverão responder sim ou não à pergunta: Está de acordo com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez se for feita a pedido da mulher, nas primeiras 10 semanas da gravidez e em um estabelecimento de saúde legalmente autorizado?.
Este plebiscito decidirá a respeito de uma proposta de lei socialista já aprovada no dia 4 de fevereiro pela Assembléia da República, que liberalizava o acesso ao aborto, a pedido da mulher e até a décima semana de gravidez.
Durante onze dias, dez partidos políticos e sete movimentos de cidadania, quatro favoráveis ao não e três ao sim, realizaram intensa campanha junto ao eleitorado. A sociedade portuguesa parece muito dividida em relação a um tema candente em um país majoritariamente católico.
Segundo pesquisas publicadas pela imprensa, os partidários do sim devem ganhar, embora os defensores do não pareçam ter avançado nestes últimos dias.
O crescimento observado em relação aos que são contrários ao aborto é atribuído ao aumento da participação da Igreja na campanha. A conferência episcopal portuguesa assinalou que nenhuma consulta popular pode legitimar o aborto do ponto de vista moral: a resposta dos cristãos e de todos os que defendem a vida tem que ser um não.France PressApoioMulheres portuguesas fazem campanha pelo sim no referendoFrance Press





