Porto Príncipe retoma normalidade após confrontos
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
Sergio Ranalli<br>Enviado especial ao Haiti 
A vida parece voltar ao normal em Porto Príncipe, capital do Haiti, após a onda de protestos violentos e ataques às tropas da ONU que começou no dia 2 motivada pelos elevados preços dos alimentos. Mas o cenário é desolador: as ruas exibem vestígios dos confrontos, com barricadas de pneus queimados, pedras e lixo.
Na cidade, não há atividades comerciais nem de transporte, e as instituições públicas e escolas não abriram.
A 250 metros do Palácio Nacional um corpo foi encontrado no meio rua. Não há até o momento informações sobre as causas, nem identificação do morto. O comandante do batalhão brasileiro, coronel Paul Cruz determinou que as patrulhas voltassem à rotina normal, retirando os blindados das ruas.
A Companhia de Engenharia de Força de Paz Brasileira, Braengcoy, trabalhou durante todo dia de ontem na tentativa de desobstruir vias públicas, eliminar as barricadas e retirar e excesso de lixo.
As ruas no entorno Palácio foram liberadas, as pessoas caminham normalmente pelas regiões mais afetadas. O fotojornalista canadense Logan Assadi, que está há três anos como correspondente internacional no Haiti, acredita que a onda de manifestações deve cessar. ''Pelo que conheço desse País, amanhã já deve estar tudo normal'', disse.
O comércio abriu parcialmente, mas quem precisou de combustível enfrentou problemas, visto que a maioria dos postos permanecem fechados e aqueles se arriscam a abrir cobram preços exorbitantes.
Os militares estão preparando a logística de recebimento e distribuição dos alimentos enviados pelo governo brasileiro. A população aguarda a chegada da aeronave prevista para hoje às 20 horas, horário de Brasília. São 14 toneladas de feijão, açúcar e óleo.


