Porta-voz das Farc justifica métodos
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de agosto de 2002
Agência EFE 
Genebra - Um porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Juan Antonio Rojas, defendeu na Suíça os cultivos de coca nas zonas sob seu controle e a exigência do imposto revolucionário para financiar sua luta.
Em declarações publicadas ontem pelo jornal ''Tribune de Geneve'', Rojas rejeita, no entanto, o qualificativo de ''narcoguerrilha'' que recebem e se pergunta por que não são chamados de ''banana-guerrilha'', ''petro-guerrilha'' ou ''café-guerrilha''.
''Controlamos efetivamente regiões de produção de coca, e a princípio nos opusemos ao cultivo, arrancando as plantações, mas diante da reação negativa dos camponeses compreendemos que estávamos atacando seu meio de sobrevivência'', explica o porta-voz das Farc.
''O café e a mandioca não era suficiente para eles viverem. Essas pessoas não se beneficiam de nenhuma subvenção, nem das infra-estruturas que necessitam. Por isso, deixamos de arrancar os cultivos e nos aproximamos dos plantadores de coca. É certo, mas também temos relações com os cafeeiros'', acrescenta Rojas.


