A popularidade do presidente americano, Bill Clinton, aumentou desde a aprovação do processo de impeachment, e o número de americanos que quer sua renúncia diminuiu. Três novas pesquisas divulgadas ontem e realizadas no fim de semana depois da votação do impeachment, mostraram um aumento do respaldo da nação por seu presidente ameaçado e mais críticas a seus acusadores.
A pesquisa da CBS/Times, mostrou 73% de aprovação do presidente depois de ele ter-se tornado o primeiro presidente em 130 anos a sofrer o processo de impeachment. Antes da votação, 68% dos americanos o aprovavam.
Outra pesquisa, da ABC/Post, atestou uma variação de 64 para 67%, e a da CNN/USA Today indicava 73% de aprovação, uma variação de 10%.
Também cresceu o número de pessoas que acreditam que Clinton deveria permanecer no cargo e não renunciar ou ser removido pelo Senado.
Entre os 1.341 adultos que responderam ao CBS/Times, dois terços acham que Clinton deve permanecer no cargo, enquanto que 31% consideram que ele deveria renunciar. Quando tiveram que escolher uma resposta entre quatro opções, 37% disseram que deveria haver um acordo no Senado, 29% consideraram que o caso deveria ser esquecido, 24% expressaram o desejo pela renúncia do presidente e apenas 9% afirmaram que o processo no Senado deveria continuar.
Na pesquisa do ABC/Post de 15 de dezembro, 39% mostraram-se a favor do Senado destituir o presidente e 59% contra, enquanto que no domingo os números foram de 33% a favor e 66% contra.
Nas respostas à pesquisa do CNN/USA, 68% dos interrogados disseram desejar que o senador que os representa vote contra a condenação, enquanto que 29% querem o contrário, o que representa uma mudança de 5% a favor de Clinton em quatro dias.
A mesma pesquisa atestou a queda dramática da aprovação dos republicanos. Entre 15 e 16 de dezembro, os republicanos tinham índices favoráveis de 43% para 47% de desaprovação, mas no fim de semana a situação se reverteu para 31% a 57%.

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