São Paulo - Líderes sindicais fizeram uma convocação por mais protestos em toda a França ontem, apesar da decisão do governo de revogar o polêmico Contrato do Primeiro Emprego (CPE). As novas manifestações incluem uma marcha que deve ocorrer hoje em Paris.
Segundo os líderes, a intenção dos protestos é ''manter a pressão'' sobre o governo enquanto as mudanças na lei são votadas e implementadas. ''Não vamos parar por aqui'', afirmou Chahla Youssef, porta-voz de uma das principais organizações estudantis.
Segundo ela, as concessões do governo foram ''uma pequena vitória'', mas a lei trabalhista deveria ser revogada ''por inteiro'' e não apenas o polêmico CPE.
''Nós fomos capazes de fazer o governo voltar atrás neste ponto e conseguiremos fazer com que revoguem a lei por inteiro se mantivermos a pressão'', acrescentou Youssef.
Entre os pontos da legislação trabalhista para os quais os opositores exigem mudanças está uma lei que permite que adolescentes ingressem aos 14 anos em programas de aprendiz, em vez de aos 16.
Ontem, o presidente francês, Jacques Chirac, anunciou a revogação da lei. O premier francês, Dominique de Villepin, disse em comunicado exibido na TV francesa que ''lamenta'' que os eventos ocorridos no país tenham mostrado que ''o CPE não poderá ser aplicado''.

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